| Bibliography
ANDRIANO, Joseph D. Immortal monster: the mythological evolution of the fantastic beast in modern fiction and film. Westport, CT: Greenwood Press, 1999.
Este livro explora obras da literatura e do cinema
que apresentam monstros como seres
naturais, embora retenham um aspecto mitológico. O mito
de Leviatã
e Beemot, por exemplo, forma o núcleo de
Moby Dick e através dele, de King Kong e Jaws.
As narrativas de monstros mantêm
o mito vivo ao recontá-lo no contexto da evolução
natural e cultural. Muitas dessas narrativas alternam bestialização
e antropomorfização,
sugerindo que essas imagens se repetem em tentativas de definir
quem somos em relação aos animais. Como fábulas
de identidade, essas histórias dramatizam nossos medos
e ansiedades quanto a nossa natureza animal e nos ajudam a aceitar
nossa própria evolução.
BARASH, David P. Unreason's seductive charms. The Chronicle of Higher Education v. 50, n. 11, p. B6, 7 Nov. 2003.
BÉLLY, M.-É; VALLETTE, J.-R.; VALLECALLE,
J.-C., comps. Entre
l'ange et la bête. L'homme
et ses limites au Moyen Âge. Paris: PUL, 2003. (XI–XVII
Littérature)
Os vários autores dessa antologia examinam
diversas formas da literatura, assim como textos litúrgicos
e pedagógicos em busca das representações
do herói
e do monstro (na maior parte das vezes, o demônio) que
habitavam o imaginário medieval. Eles encontram um universo
hierarquisado onde o ser humano se alterna entre ocupar o topo
e servir de passagem entre o mundo terreno e o divino
BROWNE, Thomas. Pseudodoxia epidemica: or, enquiries into very many received tenents and commonly presumed truths. 1st edition, 1646; 6th and last edition, 1672.
Parte análise científica de fatos, parte fascinação com símbolos místicos e analogias.
BURNETT, Mark. Constructing "monsters" in Shakespearean drama and early modern culture. New York: Palgrave Macmillan, 2002.
O autor mapeia a metáfora do monstro em vários
locais de exibição do início da modernidade, de feiras a gabinetes
de curiosidades a peças nas cortes, para argumentar que o monstro
se manifesta nos investimentos e práticas do teatro contemporâneo.
CARROLL, Noël. A filosofia do horror ou paradoxos do coração. Trad. Roberto Leal Ferreira. Campinas: Papirus, 1999.
Carroll discute a natureza e a narrativa do horror,
gênero que ele trata como um fenômeno "transmídia". A partir de
uma perspectiva filosófica, tenta explicar os "paradoxos
do coração", que nos fazem buscar o horror para sentir prazer.
–––. The philosophy of horror or paradoxes of
the heart. New York: Routledge, 1990.
CÉARD, Jean. La nature et les prodiges. Genève: Droz, 1996.
COM CIÊNCIA. Carlos Vogt, 10 out. 2007. ISSN: 1519-7654. Disponível em: <http://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&edicao=29>. Dossiê Monstros.
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FADINI, Ubaldo; NEGRI, Antonio; WOLFE, Charles T.,
comps. Desiderio del mostro: dal circo as laboratorio alla
politica. Roma: manifestolibri, 2001.
FIEDLER, Leslie. Freaks: myths and images of the secret self. New York: Simon & Schuster, 1978.
Fiedler traça as respostas da sociedade à anormalidade
física, desde os promóridos da arte e do folclore até os tempos
de hoje. Continua um clássico tanto pela abordagem corajosa quanto
pela riqueza de imagens.
–––. The tyranny
of the normal:
essays on bioethics, theology & myth. Boston: David R. Godine,
1996.
FOUCAULT, Michel. Os anormais: curso no Collège de France (1974-1975). Trad. Eduardo Brandão. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
Os monstros fundadores da psiquiatria criminal.
---. Les anormaux: Cours au Collège de France. 1974-1975. Paris: Seuil, 1999.
GELDER, Ken, ed. The horror reader. New York:
Routledge, 2000.
A parte 3 trata de monstruosidades, com textos
de Huet, Russo e Seltzer; a parte 7 se ocupa dos monstros étnicos:
vampiros gregos (Gelder) e King Kong (Rony). A pergunta que orienta
esses textos é o que é monstruoso e o que é "normal"; o que pode
ser visto e o que deve permanecer oculto.
GUERREIRO, Fernando. Monstros felizes: La Fontaine, Diderot, Sade, Marat. Lisboa: Colibri, 2000.
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HAYBRON, Daniel M. Moral monsters and saints. The Monist, v. 85, n. 2, p. 260-284, 2002.
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JEHA, Julio (org.). Monstros e monstruosidades na literatura. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2007.
Coleção de textos de diversos autores, com uma introdução sobre o monstro como metáfora do mal.
JONES, Michael E. Monsters from the id: the rise of horror in fiction and film. Dallas: Spence, 2000.
KAPPLER, Claude. Monstros, demônios e encantamentos no fim da Idade Média. Trad. Ivone Castilho Benedetti. São Paulo: Martins Fontes, 1994.
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–––. As origens de Satanás. Rio de Janeiro: Ediouro, 1995.
PARÉ, Ambroise. Des monstres et prodiges. Paris: L'Oeil d'Or, 2003. Ilust.
Contém "Des animaux et de l’excellence de l’homme", "Des monstres et prodiges" e "Discours de la licorne". Junta sonho e inteligência, num cabinete de curiosidades que acomoda diabos e baleias lado a lado. Cartografia de seres, dos mais humildes aos mais disformes, considerados iguais, como obra de Deus, por vezes fabulosos, por vezes fraternos.
Updated
15-sep-08

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